Um Maravilhoso Exemplo de Amor e Humildade

 

Introdução:


1. Dentro de pouco tempo, a presença visível de Jesus na terra chegaria ao fim.
2. Aquele que o Pai tinha enviado ao mundo iria completar Sua missão e retornar ao Céu para reassumir Seu poder e glória.
3. Porém, o caminho de volta ao Pai passava pela cruz…
4. Andando por esta vereda Ele cumpriria o propósito do Pai em mandá-Lo ao mundo e comprovaria Seu grande amor pelos “Seus que estavam no mundo”…
5. Jesus havia concentrado Seu amor de uma maneira especial, e no cenáculo este amor foi derramado em ações e palavras.
6. “Ninguém tem maior amor do que este de dar alguém a Sua própria vida em favor de seus amigos”, disse Ele… (Jo. 15:13).
7. Em Jo. 13:1 lemos que Jesus amou os Seus discípulos “até ao fim”, significando que Ele os amou de modo absoluto…
8. “… amou-os até ao fim” é a afirmação chave da história que ocorreu no Cenáculo…
9. A cena que se seguiu ali era uma exposição dramática da
grandeza do amor de Jesus por Seus discípulos…


I. O AMOR QUE JESUS SENTIA POR ELES ERA UM AMOR QUE NÃO PODERIA SER SUFOCADO PELO MAL.


A. Embora soubesse que o diabo já tinha “posto no coração de Judas Iscariotes, filho de Simão”, que O traísse, Jesus levantou-Se, “tirou a vestimenta de cima”, “tomou uma toalha” e “cingiu-Se com ela” (João 13:2,4).
1. O serviço através do qual Jesus expressou Seu cuidado e amor pelos discípulos foi oferecido a despeito do Seu pleno
conhecimento de que Judas O trairia (v. 11) e que Pedro O
negaria (v. 38).
2. Não obstante a traição e covardia da parte dos homens, o amor divino foi oferecido livre e espontaneamente…


II. MESMO CONHECENDO PLENAMENTE SUA EXALTADA POSIÇÃO E PODERES,JESUS NÃO DEIXOU DE OFERECER SEU TERNO AMOR AOS SEUS…


A. “Sabendo.., que o Pai tudo confiara em Suas mãos” (v. 3), Ele deliberadamente humilhou-Se para atender ás necessidades dos discípulos…
1. Sacrificou-Se por Eles submetendo-Se a uma autoridade que estava infinitamente abaixo dEle…
2. Suas palavras a Pilatos: “Nenhuma autoridade terias sobre Mim, se de cima não te fosse dada” (Jo. 19:11)…
3. Sua calma superioridade em face das numerosas acusações de Seus inimigos…
4. Mostram que Ele foi uma vítima voluntária, não um mártir relutante…


III. O AMOR DE JESUS SUPEROU AS BARREIRAS DAS CLASSES SOCIAIS…


A. As palavras, “sabendo.., que… viera de Deus e voltava para Deus” (Jo. 13:3) indicam que Ele estava plenamente consciente de Sua origem e destino divinos…
1. Porém, condescendeu em ministrar àqueles que naturalmente eram infinitamente inferiores a Ele…
2. E Ele o fez porque o amor divino transpõe as barreiras das
classes sociais e faz com que o Senhor da Glória Se torne o servo dos homens…
3. O ato de lavar os pés aos discípulos foi um maravilhoso exemplo de humildade…
a. De acordo com o costume da hospitalidade oriental, um
escravo lavava os pés dos convidados que tinham enfrentado o pó e a lama das estradas.
b. Sendo que a última ceia ocorreu num ambiente privado e
provavelmente como um encontro secreto, podemos entender porque nenhum escravo estava presente para cumprir esta tarefa.
c. Além disso, as mentes dos discípulos estavam preocupadas
com sonhos de elevada posição no reino que ansiavam que
fosse estabelecido (Luc. 22:24).
d. Cada um deles tinha grande receio que um de seus
companheiros reclamasse o melhor lugar no reino por vir.
e. Conseqüentemente, nenhum deles estava disposto a rebaixar-se e voluntariamente lavar os pés dos outros…
f. Estavam prontos para lutar por um trono, e não por uma toalha!


IV. O AMOR DE JESUS ERA UM AMOR ATIVO…


A. É declarado duas vezes que a ceia foi interrompida…
1. O capítulo 13 verso 2 diz que foi “durante a ceia” (BJ) que a ação tomou lugar e o verso 4 enfatiza a declaração acrescentando: “levanta-Se da mesa” (BJ).
2. Os discípulos, ao chegarem ao Cenáculo, esperavam que alguém lavasse seus pés, mas nenhum escravo estava presente.
3. Em vez de humilharem-se, assumiram seus lugares á mesa com os pés ainda sujos.
4. Jesus, após esperar em vão que algum deles assumisse o lugar de servo, finalmente aceitou a humilde responsabilidade…
5. Embora a tarefa fosse desagradável, tinha de ser realizada… 
6. Então o amor tomou a iniciativa…


V. O AMOR DE JESUS PURIFICA.


A. O diálogo que se seguiu entre Jesus e Pedro ilustra um princípio muito mais profundo do que mera posição social…
1. O protesto de Pedro para que Jesus não lavasse seus pés foi incitado pela vergonha, pois ele julgava inconveniente o Mestre lavar os pés de um discípulo.
2. Jesus então respondeu:
a. “O que Eu faço não o sabes tu agora, mas tu o saberás depois” João 13:7.
b. E “se Eu te não lavar, não tens parte comigo” v. 8.
c. A resposta do Mestre possuía um significado espiritual tão
profundo que Pedro não podia entendê-lo…
d. Mais tarde o significado poderia ser entendido á luz.,da cru? que provê purificação para todos os homens…
e. E é bom relembrar que sem esta miraculosa purificação
ninguém. poderá herdar o Céu.
f. Como Paulo disse: “… Deus… nos salvou pela lavagem da
regeneração e da renovação do Espírito Santo… para que,
sendo justificados pela graça, sejamos feitos herdeiros segundo a esperança da vida eterna” Tit. 3:4-7…


VI. A PURIFICAÇÃO OPERADA PELO AMOR DE JESUS DEVE SER CONSTANTE…


A. A resposta desajeitada e impulsiva de Pedro: “Senhor, não só os meus pés, mas também as mãos e a cabeça” (Jo. 13:9), era característica do homem…
1. Ele não queria perder nenhuma bênção que Jesus poderia
comunicar-lhe…
2. Pedro foi motivado, por uma afeição genuína pelo Mestre.
3. Jesus então respondeu:
a. “Quem se banhou não tem necessidade de se lavar, por que está inteiramente puro” Jo. 13:10, B J.
4. Os verbos banhar e lavar comunicam duas idéias diferentes.
a. Banhar significa lavar o corpo inteiro…
b. Lavar é a descrição da lavagem de uma parte do corpo, tal
como a face ou as mãos.
5. A impureza causada pela natureza pecaminosa do homem pode ser removida de uma vez por todas através do batismo…
a. Mas ele necessita de uma purificação constante para remover as impurezas que o contaminam no seu dia a dia.
6. Ele estabeleceu o exemplo de serviço, não de contenda…
a. Estabeleceu o exemplo de humildade, não de exaltação própria.
7. Ao cingir-se com uma toalha, Jesus estava representando a Sua missão…
a. Ele estava encenando o quadro que encontramos em Filip. 2:6- 8 (ler…).

 


Conclusão:

 


1. A história do cenáculo nos mostra que não havia tarefa humilde demais para o amor de Jesus.
2. Ao lavar os pés dos discípulos, a mais humilde das tarefas, Ele enfrentou grande resistência da parte deles, pois não podiam compreendê-lo naquele momento…
3. Depois de ouvirem-No ministrar a palavra com autoridade
divina, tinham muitas dificuldades em deixá-Lo fazer uma tarefa tão servil por eles. 4. Mas não havia como impedi-Lo…
5. Depois de lavá-los, Sua ordem foi: “deveis lavar os pés uns aos outros” João 13:14…
6. Seu exemplo de humildade devia ser copiado por Seus
seguidores.
7. Ao tomarmos parte na ordenança do lava-pés mostramos que estamos ansiando realizar este ato de humildade…
8. Estamos fazendo a mesma coisa que foi realizada por Cristo.
9. Mas isto não deve ser entendido como um ato de humildade em si….
10. Ele é um ato que simboliza a condição da mente e do coração…
11. Portanto, a participação na ordenança da humildade requer um auto-exame profundo…
12. Ao participarmos desta cerimônia devemos ser levados a nos amar como irmãos, a sermos amáveis, ternos e corteses no viver diário tendo corações que possam sentir a dor e a angústia de nosso semelhante.
13. Foi com este objetivo que Jesus nos deixou este maravilhoso exemplo de amor e humildade.

 

 

Veja aqui a lista de todos os SERMÕES PARA OCASIÕES ESPECIAIS.

 

 

 

Sobre Weleson Fernandes

Weleson Fernandes
Escritor & Evangelista da União Central Brasileira

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