27. Macedônio de Constantinopla

Pneumatologia – Século IV – Constantinopla

O Espírito Santo é uma criação do Filho, e Servo do Pai e do Filho.

Macedônio I, Patriarca de Constantinopla entre 342-346 e 351-360 foi responsável pelo surgimento de uma seita herética denominada macedonianismo, que adquiriu força em meados do quarto século depois de Cristo.

O macedonianismo foi abraçado por Maratônio, que dedicou tamanho zelo à causa, que seus adeptos passaram a ser chamados por “maratonianos”.

Seus modos graves e sua postura ascética, sua eloquência agradável e persuasiva garantiram muitos seguidores em Constantinopla, bem como na Trácia, Bitínia e nas províncias helespontinas.


Os adeptos desse movimento negavam a divindade do Espírito Santo.Eles também eram conhecidos como “pneumatómacos”: adversários do espírito.

O movimento surgiu em meio das disputas teológicas provocadas pelo arianismo, que negava o Filho consubstancial ao Pai. Os macedonianos defendiam os seguintes pontos:

1. Que o Filho era de uma substância “similar” à do Pai, mas não da mesma “essência”.

2. Que o Espírito Santo era uma criação do Filho, portanto, inferior a este.

Macedônio I encontrou muitos seguidores entre antigos arianos, formando sua seita, que posteriormente foi declarada herética.

Sob o imperador Juliano, o Apóstata, o macedonianismo se fortaleceu o bastante para declarar em um sínodo realizado em Zele, no Ponto, a sua separação, tanto dos arianos quanto dos ortodoxos.

O movimento foi sistematicamente combatido por Basílio, o Grande, Gregório Teólogo, Atanásio, o Grande, Gregório de Nissa, Ambrósio de Milão, Anfilóquio, Diodoro de Tarso, Dâmaso I e outros.

Finalmente, o macedonianismo foi condenado no Primeiro Concílio Ecumênico, realizado em Constantinopla em 381. 

Motivado pelo macedonianismo, esse Concílio definiu e passou a defender o seguinte o seguinte credo: “Cremos no Espírito Santo; Senhor e Fonte de Vida, que procede do Pai, adorado e glorificado juntamente com o Pai e o Filho, e falou pelos Profetas”.

Depois de Concílio, o macedonianismo foi violentamente suprimido pelo catolicismo, que contava com o apoio dos imperadores romanos e com o poder estatal do Império Romano para defender os interesses da Igreja. 

Desse modo o movimento declinou gradualmente e deixou de existir como uma seita separada do catolicismo.

Macedônio I falecido em 360, bem antes da condenação do movimento em 381.

Os escritos de Macedônio I foram destruídos e os seus adeptos foram perseguidos pela Igreja Católica. Sua doutrina atualmente é conhecida apenas pela refutação escrita pelos pais apostólicos.

 


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