“A um destes meus pequeninos irmãos”

E, respondendo o Rei, lhes dirá: Em verdade vos digo que, quando o fizestes a um destes Meus pequeninos irmãos, a Mim o fizestes. Mateus 25:40.

Cristo faz das necessidades de Seus filhos o Seu interesse pessoal. Ele considera qualquer deslize ou negligência de Seus irmãos como deslize cometido contra Ele mesmo, e um benefício feito ao mais humilde deles como se fosse feito a Si próprio. Diz Ele: “Tive fome, e destes-Me de comer; tive sede, e destes-Me de beber; era estrangeiro, e hospedastes-Me. … Em verdade vos digo que, quando o fizestes a um destes Meus pequeninos irmãos, a Mim o fizestes.” Mateus 25:35, 40.

Aquele a quem a Providência abençoou com abastança, mas que fecha com cadeado a porta do coração, para conter todos os impulsos generosos que desejam encontrar expressão em atos de caridade e bondade, ouvirá dos lábios do Mestre as solenes palavras: “… quando a um destes pequeninos o não fizestes, não o fizestes a Mim.” Mateus 25:45. O amor de Cristo não pode existir no coração sem um correspondente amor aos nossos semelhantes. …

A saúde física e a espiritual sofrem com a inatividade. O ocioso na vinha, aquele que vive tão-somente para si, está sempre descontente consigo e com os outros; as sombras e a frieza do descontentamento espelham-se em seu semblante. Mas aquele que se deixa atrair para fora do próprio eu, e que, à semelhança de seu Senhor, se identifica com a humanidade sofredora, será abrandado e aperfeiçoado pela prática da simpatia para com os outros. A cortesia, a paciência e a amabilidade caracterizarão essa pessoa, e tornarão sua presença uma contínua alegria e bênção. Seu semblante resplandecerá com o brilho da verdadeira beneficência.

São infelizes os que labutam arduamente para conseguir sua felicidade. Os que se esquecem de si mesmos em seu interesse por outros terão refletidas sobre seu coração a luz e as bênçãos que lhes dispensaram.

Tudo que possuímos nos é dado em depósito. Entretanto, quando Ele nos recompensa com Sua aprovação, é como se o mérito fosse nosso: “Bem está, bom e fiel servo.” Mateus 25:23. Não é a grandeza do trabalho que fazemos, mas o amor e fidelidade com que o fazemos, que alcança a aprovação do Salvador.

Referência : Ellen G. White, Nos Lugares Celestiais, pág. 334.

Por: Weleson Fernandes

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Escritor & Evangelista da União Central Brasileira

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