O remanescente final dos fiéis adoradores

O acesso direto a Deus por meio de Jesus Cristo é a maior esperança do crente! Acesso a Deus significa acesso ao santuário celestial, onde Deus habita (Hebreus 8:1-2).

É ali que cada prece é ouvida, cada clamor, respondido, e de onde emana todo o poder divino em favor do suplicante!

É do santuário do Céu que Deus dirige não somente o destino dos povos e nações, mas, sobretudo, o progresso de Sua igreja, conduzindo-a rumo à vitória final.

 

Nós temos esta esperança!

Não é de admirar que a Epístola aos Hebreus se refira a essa bendita esperança como “âncora da alma, segura e firme e que penetra além do véu, onde Jesus, como precursor, entrou por nós, tendo-se tornado sumo sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque” (Hebreus 6:19-20)!

Sim, nós temos essa esperança, e ela é capaz de firmar-nos tão segura e solidamente face às vicissitudes da vida como uma âncora sustenta o navio em meio à tempestade!

E por essa razão, somos instados pela Santa Escritura a adentrarmos o santuário de Deus pela fé, onde Cristo, nosso Sumo Sacerdote, ministra por nós. Hebreus 10:19-23 diz (Almeida Corrigida e Revisada Fiel):

Tendo, pois, irmãos, ousadia para entrar no santuário, pelo sangue de Jesus, pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou, pelo véu, isto é, pela sua carne, e tendo grande sacerdote sobre a casa de Deus, cheguemo-nos com verdadeiro coração, em inteira certeza de fé, tendo os corações purificados da má consciência, e o corpo lavado com água limpa, retenhamos firmes a confissão da nossa esperança; porque fiel é o que prometeu.

Em virtude do sacrifício de Jesus Cristo por nós, já não existe mais um véu, uma barreira entre nós e Deus, como era o caso do véu do antigo tabernáculo e, mais ainda, do segundo véu, que separava o Lugar Santo do Santíssimo, aos quais o israelita comum não tinha acesso.

Ao derrubar essa barreira pela morte de Si mesmo, Cristo inaugurou um “novo e vivo caminho” pelo qual toda pessoa que deposita fé nEle tem acesso direto a Deus e, portanto, é chamada a fazer parte de Sua igreja – “os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Apocalipse 14:12)!

Esperança ativa e voluntária

Assim, nossa esperança não repousa nas coisas desta vida, mas “penetra além do véu, onde Jesus, como precursor, entrou por nós” (Hebreus 6:16)! Essa esperança é ativa por natureza.

Ora, o santuário em que nosso Salvador entrou não é “santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, porém no mesmo céu, para comparecer, agora, por nós, diante de Deus” (Hebreus 9:24). Mediante esse “maior e mais perfeito tabernáculo”, Cristo “pode salvar totalmente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles” (Hebreus 9:11; 7:25)!

O sacerdócio de Cristo no santuário celestial é, pois, todo-suficiente e todo-abrangente. Testifica da determinação de nosso Redentor em salvar-nos e redimir-nos de todo pecado e trazer-nos de volta à comunhão com Ele!

Não basta, porém, que o adorador creia na obra celestial de Cristo em Seu santuário. Mais do que simplesmente crer, é preciso penetrar além do véu, ou seja, aproveitar decididamente as facilidades do “novo e vivo caminho” que Jesus nos abriu mediante a cruz.

E aproveitar as provisões da graça divina requer do adorador uma atitude ativa e substancial, em harmonia com a fé, que implica relacionamento íntimo e companheirismo com Jesus por meio do exame de Sua Palavra com contrição de alma e fervorosa oração.

Na condição de pecadores, devemos comparecer diante do Senhor como estamos, em reconhecimento sincero de nossa indignidade e completa dependência dEle.Mas não podemos permanecer em Sua presença como estamos! Nenhuma coisa impura pode penetrar o santuário celestial e, por isso, necessitamos ser perdoados e purificados por Deus, antes que possamos adorá-Lo na beleza da sua santidade (Isaías 1:18; 43:25; I João 1:9)!

Em Sua obra final no santuário celestial, nosso Sumo Sacerdote está conduzindo, passo a passo, Seus leais adoradores adiante, purificando seus corações da má consciência e lavando seu corpo com água limpa, à medida que estes O acompanham de perto em Seu santuário.

Purificação ou separação para a eternidade

Essa classe de adoradores entra agora pela fé e oração na presença de Deus no santuário celestial e, portanto, torna-se uma parte dele (Hebreus 10:19-22; Apocalipse 8:3-4)!

Os santos, que ainda estão na Terra, têm, não obstante, seus nomes arrolados nos livros do Céu (Lucas 10:20)! Sua cidadania é celestial (João 18:36; Filipenses 3:20; Hebreus 13:14). Estão em Cristo e, assim, já estão assentados com Ele nos “lugares celestiais” (Efésios 2:6)! Apenas aguardam o glorioso retorno de Seu Senhor à Terra para submeter toda autoridade e estabelecer Seu reino eterno.

Esses adoradores de Deus estão sendo agora “medidos”, isto é, purificados e separados dos falsos adoradores, que dominam o “átrio exterior”, símbolo da Terra (Apocalipse 11:1-2).

A propósito desta extraordinária visão de João, sobre a qual tratamos no artigo anterior, Hans K. LanRondelle observa perceptivamente: [1]

A igreja do tempo do fim deve restaurar esta adoração dos santos dentro do templo celestial… A diferença fundamental entre a adoração no santuário de Israel e a dos pagãos, era o conhecimento de que Deus lhes tinha dado o “sangue” do sacrifício “para fazer expiação sobre o altar por vossas almas” (Levítico 17:11).

O pecado mancha. O sangue purifica. É com base na virtude de Sua oferta sacrifical que Cristo exerce agora a dupla função de Sacerdote e Juiz, confirmando aqueles que são Seus, ou seja, os verdadeiros adoradores, que O adoram “em espírito e em verdade”, cobrindo-lhes com o manto da Sua justiça!

Serão deixados para trás os adoradores de fachada, que estão indispostos a seguir a Cristo em Seu santuário e aqui na Terra, que resistem à Sua obra e se satisfazem com a própria justiça.

Somente os verdadeiros crentes em Cristo podem participar do “altar” e do “santuário de Deus”. Apenas os que foram redimidos pelo sangue de Jesus têm o direito de estar ali.

E por sua experiência com Cristo, os fiéis adoradores do tempo do fim são chamados a restaurar na Terra a adoração verdadeira, segundo a “palavra de Deus” e o “testemunho de Jesus” (Apocalipse 12:17; 14:12).

Confirmando os que pertencem a Cristo

A ordem divina para João medir “o santuário de Deus, o seu altar, e os que naquele adoram” (Apocalipse 11:1) deixou de parte o “átrio exterior” (verso 2), o território dos “moradores da terra”, onde os gentios estabeleceram seu culto idólatra.

Isso significa que João, nessa “medição”, deveria excluir todos os adoradores que estão no “átrio exterior”, ou seja, que não estão em Cristo e, portanto, não fazem parte do templo de Deus, de Seu culto verdadeiro e de Seus fiéis adoradores.

Aqui é estabelecida uma clara distinção entre os leais seguidores de Cristo, tanto na cruz como no santuário celestial, e os que são cristãos meramente nominais.

Tal distinção está no próprio cerne das Escrituras, de que haverá um remanescente final de Deus no que tange à adoração verdadeira. A distinção implica a separação dos que adoram a Deus “em espírito e em verdade” (João 4:23-24) dos que apenas professam o Seu nome (Mateus 7:22-23).

Daniel, por exemplo, indicou o remanescente final de Deus ao dizer que, “naquele tempo, será salvo o teu povo, todo aquele que for achado inscrito no livro” (Daniel 12:1).

O remanescente, então, não será reconhecido por sua mera profissão de fé, mas pelo fato de seus nomes estarem registrados no Céu como cidadãos do reino de Deus (Apocalipse 3:5)!

E a Daniel também foi revelada a profunda distinção que deve haver entre os que possuem cidadania celestial e os “moradores da terra”, os quais têm transgredido a lei de Deus e violado Seu concerto eterno (Daniel 12:10):

Muitos serão purificados, embranquecidos e provados; mas os perversos procederão perversamente, e nenhum deles entenderá, mas os sábios entenderão.

Ao passo que os santos de Deus são purificados, embranquecidos e provados na medida de sua experiência com a verdade presente, os perversos, agindo segundo os impulsos de sua natureza, são incapazes de compreendê-la e, assim, resistem a ela.

É isso que determina a distinção entre os dois grupos, até que se pronuncie a sentença do santuário celestial que fixará para sempre a separação entre ambos e a retribuição que caberá a cada um (Apocalipse 22:11-12).

O fato de a medição do santuário de Deus e de Seus adoradores em Apocalipse 11:1 implicar a restauração da adoração verdadeira e a consequente separação entre os verdadeiros adoradores e os idólatras (verso 2), conecta essa visão ao selamento do grupo especial de remidos em Apocalipse 7: os 144 mil!

A “medição” dos adoradores e o “selamento”

É interessante notar que há um interlúdio ou parêntese tanto na profecia dos sete selos (Apocalipse 7:1-17), como na profecia das sete trombetas (10; 11:1-14).

E nos dois intervalos há uma correspondência entre as suas respectivas visões: o selamento dos escolhidos de Deus na fronte com o “selo do Deus vivo” antes da abertura do sétimo selo (Apocalipse 7:1-8) corresponde à medição do santuário de Deus e de Seus adoradores antes do soar da sétima trombeta (11:1-2)!

Assim, a “medição” dos adoradores de Deus em Apocalipse 11 está ligada ao “selamento” de um número determinado de santos em Apocalipse 7, que vieram “da grande tribulação” e “lavaram suas vestiduras e as alvejaram no sangue do Cordeiro”. Por isso, estarão “diante do trono de Deus” e o servirão “de dia e de noite no seu santuário” (Apocalipse 7:14-15)!

As duas visões formam uma unidade e se cumprem imediatamente antes do grande Dia do Senhor.

Medir os legítimos adoradores e selar os fiéis de Deus representa, então, a obra final de nosso Sumo Sacerdote no sentido de separarconfirmar e preservar o Seu povo ante a última grande crise envolvendo a adoração.

Os poderes anticristãos simbolizados pelo dragão, pela besta e pelo falso profeta porfiam a adoração devida unicamente a Deus (Apocalipse 13:4, 8, 11-17). O drama do grande conflito chega ao ponto de ameaçar não só a cidadania, mas até mesmo a própria vida dos que se recusarem a reconhecer suas falsas reivindicações (versos 16-17, 15).

Durante essa formidável crise, a tríade satânica prometerá segurança social e econômica àqueles que reconhecerem sua autoridade, porém será completamente impotente para protegê-los dos juízos retribuidores de Deus antes que Jesus retorne (Apocalipse 14:9-11; 15; 16).Dessa forma, a “medição” dos verdadeiros adoradores é a maneira de Deus “selar” ou “confirmar” o remanescente fiel, separando-o dos idólatras e o preservando durante os juízos retribuidores de Deus.

A resposta à dramática pergunta dos ímpios ante o grande Dia do Senhor – “quem é que pode suster-se?” (Apocalipse 6:17) – é encontrada, pois, nos capítulos 7 e 11:1-2, ou seja, na obra divina de “selar” ou “medir” e “separar” os fiéis adoradores de Deus! Estes são os únicos que poderão suster-se quando Jesus voltar em poder e glória!

Em Apocalipse 7, esse remanescente final de adoradores é representado pelos 144 mil selados (sobre o selo de Deus, clique aqui e aqui, e sobre os 144 mil,    aqui), e fora desse grupo estarão os falsos adoradores, os quais sofrerão os juízos de Deus sem mistura de misericórdia (Apocalipse 14:9-11).

O selamento dos adoradores em Ezequiel 9

O selamento em Apocalipse 7 possui um paralelo surpreendente com Ezequiel 9. Esse capítulo, que é na verdade um protótipo da visão de João sobre o selamento, revela a resposta de Deus à idolatria generalizada em Judá, descrita em Ezequiel 8.

Aqui, o profeta contempla em visão algumas das abominações que estavam sendo praticadas em Jerusalém e no templo de Deus, marcadas por uma terrível mistura entre o sagrado e o profano dentro das dependências da casa do Senhor (Ezequiel 8:3-16).

A trama de idolatria, que se descreve em etapas sucessivas de impiedade, havia levado a nação a uma condição tão extrema que Deus não a deixaria impune. Sua obstinada recusa em ouvir o apelo do Senhor para que voltasse para Ele finalmente selou o destino do povo (Ezequiel 8:17-18).

Em meio à impiedade indiscriminada, porém, havia um remanescente fiel que não se deixou contaminar, e Deus não executaria Seus juízos sem antes separá-lo e protegê-lo dos idólatras.

Na visão, seis homens são encarregados por Deus para executar o juízo contra Jerusalém, mas, entre eles, havia “certo homem vestido de linho, com um estojo de escrevedor à cintura” (Ezequiel 9:2).

Evidentemente, esse “homem” Se distingue dos demais pelo fato de estar “vestido de linho”, que era a veste dos sacerdotes comuns e a veste especial do sumo sacerdote nas cerimônias do Dia da Expiação (Levítico 16)!

Ele também se distingue por portar um “estojo de escrevedor”, o que denota sua função de separar e assinalar os adoradores leais, que pertencem a Deus! Ezequiel 9:3-4 descreve a cena:

A glória do Deus de Israel se levantou do querubim sobre o qual estava, indo até à entrada da casa; e o SENHOR clamou ao homem vestido de linho, que tinha o estojo de escrevedor à cintura, e lhe disse: Passa pelo meio da cidade, pelo meio de Jerusalém, e marca com um sinal a testa dos homens que suspiram e gemem por causa de todas as abominações que se cometem no meio dela.

 

O significado da visão para nós hoje

As qualidades do “homem vestido de linho” não deixam margem para dúvida. Esse homem não é outro, senão Jesus Cristo, cuja justiça e santidade são representadas pela veste de linho fino, e as funções de mediador e juiz de Seu povo, pelo “estojo de escrevedor à cintura”! [2]

Em outras palavras, nosso Senhor Se apresenta na função de Sumo Sacerdote com a expressa obra de assinalar na fronte os que pertencem a Ele.

Por isso, embora a visão de Ezequiel tenha uma aplicação primária, isto é, referente aos dias do profeta, ela tem também uma aplicação secundária dentro do marco do tempo do fim!

Daí porque Ezequiel 9 é reconhecidamente um precedente importante para a visões de João sobre os selados de Deus (Apocalipse 7) e sobre a medição do santuário de Deus e de Seus adoradores antes do grande Dia do Senhor (11:1-2)!

Essas visões enfatizam a verdade de que Deus conhece Seus legítimos adoradores; que por meio de Sua obra final e decisiva no santuário celestial, Ele os está medindo, ou purificando e separando, com o fim de protegê-los e preservá-los dos juízos retribuidores de Deus contra os idólatras.

A norma do juízo pelo qual se distinguem os verdadeiros adoradores dos falsos é a “lei da liberdade” (Tiago 2:12), a lei moral que, pelo sangue de Jesus, é selada no coração de Seus verdadeiros discípulos (Isaías 8:16)!

A investigação, por sua vez, é realizada à luz do que consta nos registros do Céu (Daniel 7:9-10; Apocalipse 20:11-12), e começa pelo santuário de Deus (Ezequiel 9:6; I Pedro 4:17).

Cada pensamento, cada palavra e ato acha-se registrado nesses livros. Toda obra será julgada com base no relacionamento com o Senhor Jesus (Mateus 10:32-33; Apocalipse 3:5).

Isso inclui a adoração que oferecemos a Deus.

Ela não será “medida” em função de sua aparência de piedade, de seu entusiasmo contagiante ou da sinceridade de seu louvor, mas pela relação do adorador com a “palavra de Deus” e o “testemunho de Jesus” (Apocalipse 12:17; 14:12).

Mais do que nunca, essa dupla norma da verdade deve absorver todo o nosso ser e permear cada aspecto da nossa adoração, de modo a eliminar tudo aquilo que nos contamina.

Adorando no espírito do “Dia da Expiação”

Em sua aplicação secundária, quem são os selados da visão de Ezequiel que não sofrerão os juízos de Deus contra os falsos adoradores? A resposta está em Ezequiel 9:4:

Passa pelo meio da cidade, pelo meio de Jerusalém, e marca com um sinal a testa dos homens que suspiram e gemem por causa das abominações que se cometem no meio dela.

O sinal de Deus é aposto somente na fronte dos adoradores que têm condições de recebê-lo, ou seja, os que “suspiram e gemem por causa das abominações que se cometem no meio dela [de Jerusalém]”.

O estado espiritual e moral de Judá na época do profeta Ezequiel representa o estado espiritual e moral dos professos seguidores de Cristo nos últimos dias.

Apenas os que sentem profunda angústia e afligem suas almas por causa da apostasia entre o povo de Deus compreendem a dimensão da tragédia, e clamam ao Senhor para que Ele intervenha em favor de Sua igreja, purificando-a de toda a iniquidade.

A aflição de alma expressa repulsa pelo pecado, tristeza e indignação, e o ardente desejo de que o Senhor restaure e purifique o Seu povo.

Significativamente, o afligir a alma era também um pré-requisito indispensável durante a cerimônia anual da expiação (Levítico 23:26-32).

Vivemos hoje o cumprimento daquela cerimônia, em que Cristo, na qualidade de Juiz de Seu povo, está “medindo” Seus adoradores para o selamento, confirmando os que pertencem a Ele (II Timóteo 2:19).

Portanto, afligir a alma perante Deus a fim de não deixar passar coisa alguma que interfira em nosso relacionamento com Ele é ainda mais urgente e indispensável agora.

Precisamos olhar para Cristo em Seu santuário, de maneira a desenvolver esse senso de íntima contrição com Deus.

O Senhor não mudará Seu padrão, pois isso significaria mudar Seu caráter. Somos nós que necessitamos de mudança.

Contudo, o maior risco que corremos hoje como adoradores é adulterar a verdade de Deus, reduzindo o padrão para adequá-lo à mente carnal.

É por isso que o apelo à verdadeira adoração feito pelo anjo portador do evangelho eterno (Apocalipse 14:6-7) precisa ser ouvido primeiro pelos professos seguidores de Jesus, antes que possa exercer sua influência transformadora no mundo e, assim, preparar um povo para encontrar com o seu Senhor quando Ele voltar.

Conclusão

Com percepção inspirada, Ellen G. White escreveu: [3]

Não podeis medir-vos pelo mundo ou pelas opiniões dos outros. Vossa única segurança está em comparar vossa posição com o que teria sucedido se vossa trajetória sempre houvesse sido progressiva e ascendente, desde que professais ser seguidores de Cristo. Vosso caráter moral está sendo examinado diante de Deus. Estais sendo pesados na balança do santuário, e, se vossa espiritualidade não corresponde aos benefícios e privilégios que vos são conferidos, sereis achados em falta. Vosso caminho deveria tornar-se cada vez mais brilhante, e deveríeis estar produzindo muito fruto para a glória de Deus.

Esse é o ponto central da questão. É o padrão de “medição” de Deus que conta, e não o nosso.

Deus deseja assinalar os verdadeiros adoradores e separá-los para uma missão especial no mundo. Isso já está acontecendo. Nosso caráter moral está sendo pesado na balança do santuário celestial, e o veredito que se pronunciará a nosso respeito dependerá do quanto temos nos revestido de Cristo (Romanos 13:14).

Minha fervorosa oração é que estejamos entre aqueles acerca dos quais se dirá: “Purificados de todos os pecados perante o Senhor”, de modo que, como Isaías, possamos dizer em resposta ao chamado do Senhor: “Eis-me aqui, envia-me a mim” (Isaías 6:8)!

Notas e referências

1. Hans K. LaRondelle. As Profecias do Tempo do FimXIX – A Missão Profética das Testemunhas de Deus – Apocalipse 11.

2. Comentando esta passagem, Matthew Henry escreveu: “Este homem estava vestido de linho, como os sacerdotes, e tinha um estojo de escritor fixado ao seu lado, como os antigos procuradores e advogados, e do qual deveria fazer uso, assim como os outros [homens] deveriam usar suas armas destruidoras. Aqui as honras da pena excedem as da espada, porém foi ele, o Senhor dos anjos, que fez uso do estojo de escritor; Pois é geralmente aceito, entre os melhores intérpretes, que esse homem representa Cristo como Mediador, salvando aqueles que lhe pertencem da espada flamejante da justiça divina. Ele é o nosso sumo sacerdote, revestido de santidade, porque esta é simbolizada pelo linho fino, Ap 19:8.”

3. Ellen G. White. Este Dia com Deus – Meditações Matinais 1980. Versão em CD-ROM. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1979, p. 292.

 

Fonte: As Três Mensagens


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Sobre Weleson Fernandes

Evangelista da Igreja Adventista do sétimo dia, analista financeiro, formado em gestão financeira, pós graduado em controladoria de finanças, graduado em Teologia para Evangelistas pela Universidade Adventista de São Paulo. Autor de livros e de artigos, colunista no Blog Sétimo dia, Jovens Adventista. Tem participado como palestrante em seminários e em Conferências de evangelismo. Casado com Shirlene, é pai de três filhos.

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