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Sábado, Adoração e Prosperidade

Que tal considerar o sábado e a adoração pela perspectiva dos verbos gostar e amar? Esses dois verbos nos acompanham todos os dias. A gente diz: “gosto de manga” “gosto de flores” “gosto de música” “gosto daquele dentista”; ou diz: “amo minha esposa” “amo a Deus” “amo meus filhos” Você observou que gostar e amar não têm exatamente o mesmo sentido? Usamos a palavra gostar mais para coisas genéricas e amar para coisas específicas. Enquanto gostar expressa um sentimento relacionado à razão, à percepção ou aos órgãos do sentido, amar expressa um sentimento mais íntimo, relacionado com o coração.

Uma vez, fiz a duas pessoas, separadamente, a mesma pergunta: Você ama seu pai ou gosta dele? A primeira pessoa me disse que o pai tinha sido muito afetuoso com ela em sua infância, mas, à medida que foi crescendo, descobriu que o caráter de seu pai não correspondia à sua expectativa, o que a levou a não gostar mais dele; porém, acrescentou: “continuei amando-o”. A segunda pessoa respondeu justamente o contrário. Disse que admirava o pai e gostava dele, por ser um homem honrado e responsável, mas “não conseguia amá-lo por nunca haver recebido na infância afeto ou carinho da parte dele”. Pelo mundo afora, há muitos filhos que não apreciam nem amam os pais. São raros os casos em que os filhos gostam deles e os amam.

Motivos para gostar e amar

Agora, responda com sinceridade: Deus lhe dá afeto, carinho, amor ou lhe dá comida, casa, emprego e remédio? A respeito do Pai celestial: você gosta dEle ou ama? A Bíblia apresenta motivos para você gostar de Deus, amá-Lo e ainda adorá-Lo.

O motivo para você gostar dEle e adorá-Lo é que Ele é o Criador: “Tu és digno, Senhor e Deus nosso, de receber a glória, a honra e o poder, porque todas as coisas Tu criaste, sim, por causa da Tua vontade vieram a existir” (Ap 4:11). O motivo para você amá-Lo e adorá-Lo é que Ele é o Salvador: “Depois destas coisas, ouvi no Céu uma como grande voz de numerosa multidão, dizendo: Aleluia! A salvação, e a glória, e o poder são do nosso Deus” (Ap 19:1). As pessoas passam a gostar de Deus quando sua razão diz que Ele é seu Criador. E passam a amá-Lo quando descobrem, por experiência própria, que Ele é também seu Salvador.

O sábado é o dia que Deus separou para manter uma comunhão mais estreita com aqueles que Lhe pertencem. Conforme Êxodo 20:11, devemos guardar o sábado porque ele é o memorial do nosso Criador (mais do que da Criação). E, conforme Deuteronômio 5:15, devemos guardá-lo porque ele é o memorial de nosso Salvador (mais do que da salvação). Deus é quem liberta Seu povo do Egito, e o antigo Egito personifica o pecado, que escraviza e tira dos seres humanos a vida em sua plenitude.

Há uma ligação estreita entre o dia de sábado e nossa adoração ao Deus Criador e Salvador. Em ambos – tanto no sábado como na adoração -, o Senhor Deus, Criador e Salvador, está presente!

O sábado é o dia que mexe com a razão (lembra o Criador) e o coração (lembra o Salvador); de idêntico modo, a adoração mexe com a razão e o coração: “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento” (Mt 22:37). No culto de sábado, o adorador sabe que Deus está ali e Se aquece em Sua santa presença. Assim como gostamos de estar num lugar em que as pessoas nos apreciem e nos tratem com consideração, de igual modo Deus Se congrega com aqueles que Lhe dão a honra merecida.

Os filhos de Deus O adoram porque O amam

Lendo atentamente Apocalipse 14:6-7, descobrimos que o propósito da pregação do evangelho é levar as pessoas a adorar o verdadeiro Deus: “Vi outro anjo voando pelo meio do céu, tendo um evangelho eterno para pregar ms que se assentam sobre a Terra, e a cada nação, e tribo, e língua, e povo, dizendo, em grande voz: Temei a Deus e dai-Lhe glória, pois é chegada a hora do Seu juízo; e adorai Aquele que fez o céu, e a Terra, e o mar, e as fontes das águas.”

A mensagem é adorai o Criador. Portanto, o objetivo do evangelho é levar as pessoas a ter um relacionamento íntimo com o Criador (1) para conhecer Seu caráter (2) confiar em Suas promessas e (3) receber o calor e a segurança de Sua companhia. Dessa progressão, de “gostar” para “gostar e amar”, as pessoas se tornam aqueles que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de lesus” (Ap 12:17). Isso acontece porque o Espírito Santo atinge o coração, convencendo-o de que não se deve ser meramente criatura, mas que vale a pena receber a adoção do Pai celestial e se tornar filho ou filha de Deus.

A respeito dessa adoção, Eilen G. White escreveu: “Olhando para jesus e confiando em Seus méritos, apoderamo-nos das bênçãos da luz, da paz, da alegria no Espírito Santo. E em vista das grandes coisas que Cristo tem feito por nós, somos habilitados a exclamar” o que está em 1 João 3:1: “Vede que grande amor nos tem concedido o Pai, a ponto de sermos chamados filhos de Deus; e, de fato, somos filhos de Deus” (Testemunhos, Para a Igreja, v. 5, p. 744).

Um ponto determinante em nossa adoração é sentir que não somos apenas criaturas, mas somos também filhos e filhas de Deus. Lá fora, na sociedade, na escola ou no trabalho, somos o que fazemos ou o que deixamos de fazer; somos o que temos ou o que deixamos de ter. No sábado, em adoração, somos vistos pelo que somos. Porque adoramos, somos filhos e filhas de Deus. Lá fora, nos tratam pela marca da roupa, pelo lugar em que moramos, pelo que realizamos na escola ou no trabalho. Mas quando adoramos, descobrimos quem na realidade somos: descobrimos que somos filhos e filhas de Deus.

Por que somos filhos de Deus? Alguém poderia dizer: porque fomos criados por Ele. Sim, aí estaríamos falando de criaturas; todos os seres humanos são criaturas de Deus. As “criaturas de Deus” gostam dEle e apreciam as obras de Sua criação. No entanto, porque são auto-suficientes ou estão muito preocupadas com outras coisas (às quais dedicam o coração), no máximo gostam de Deus e O admiram (como alguém gosta de uma geladeira ou de um fogão).

Então, por que somos filhos de Deus? Veja a resposta de Paulo: “Vindo, porém, a plenitude do tempo, Deus enviou Seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, para resgatar os que estavam sob a lei, a fim de que recebêssemos a adoção de filhos. E, porque vós sois filhos, enviou Deus ao nosso coração o Espírito de Seu Filho, que clama: Aba, Pai! De sorte que já não és escravo, porém filho; e, sendo filho, também herdeiro por Deus” (Gl 4:4-7).

Os filhos de Deus também prosperam

Mas o que um filho precisa fazer para receber as bênçãos do Pai? “Filho Meu, não te esqueças dos Meus ensinos, e o teu coração guarde os Meus mandamentos; porque eles aumentarão os teus dias e te acrescentarão anos de vida e paz” (Pv 3:1, 2). A obediência é uma das condições para um filho ser próspero: “Quem dera que eles tivessem tal coração, que Me temessem e guardassem em todo o tempo todos os Meus mandamentos, para que bem lhes fosse a eles e a seus filhos, para sempre!” (Dt 5:29). O desejo de Deus é que Seus filhos estejam bem “para sempre”. Para isso, precisam ser obedientes e amá-Lo “de todo o coração, de toda a alma e de todo o entendimento”. Caso contrário, na sua vida não haverá mudanças significativas.

Todo pai amoroso e responsável espera que os filhos o amem, o respeitem e obedeçam, para que cresçam e prosperem. Deus Pai deseja o mesmo: “Amado, acima de tudo, faço votos por tua prosperidade e saúde, assim como é próspera a tua alma” (3jo 2). Prosperidade implica empurrar para a frente. É o empurrão que todo pai amoroso e responsável dá quando os filhos se aproximam dele e lhe obedecem. Deus também dá um empurrão para a frente naqueles que consideram o “sábado deleitoso e santo dia do Senhor, digno de honra” (Is 58:13). Ele prometeu a esses: “Eu te farei cavalgar sobre os altos da Terra e te sustentarei com a herança de jacó” (Is 58:14).

Portanto, um dos passos para sermos prósperos é observar o que o Senhor diz no quarto mandamento: “Lembra-te do dia de sábado, para o santificar” (Êx 20:8). Isso implica expressar, no dia santo, nosso louvor e gratidão ao bondoso Deus Criador e Salvador.

Texto de autoria de Paulo Roberto Pinheiro, editor da Casa Publicadora Brasileira, publicado na RA de Maio/2010.

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