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Sábado: Descanso e Refúgio no Tempo

E acrescentou: O sábado foi estabelecido por causa do homem, e não o homem por causa do sábado. Marcos 2:27.

Em dezembro de 1983, tive o privilégio de passar uma semana em Israel. Na sexta-feira à tarde, vi centenas e centenas de judeus se dirigirem ao Muro das Lamentações. Enfiei-me no meio de um grupo de jovens, e serpenteei pelas estreitas ruas da Cidade Velha, cercada de altos muros. Ao chegar ao Muro das Lamentações, entrei no pátio em que os homens costumeiramente cantam, lêem porções do Antigo Testamento e fazem enfadonhas orações. Do lado de fora, chamou-me a atenção um grupo de judeus de Nova Iorque. Descontraídos, e cantando músicas modernas, eles dançavam e pulavam. Ao tentar entender atitudes que iam desde a circunspecção até à euforia, perguntei a mim mesmo: “Será que eles entendem o que estão fazendo? Qual é o sentido do sábado para eles?”

Bem, no tempo de Jesus, os judeus tinham uma agenda indigesta para a guarda do sábado. Era tanta coisa, que o sábado se tornara um fardo insuportável. E, vindo agora para o nosso tempo, como guardamos o sábado? O que ele representa para nós?

O sábado é um memorial perpétuo da Criação. É também símbolo de redenção, sinal de santificação e lealdade, sinal de justificação pela fé, e ocasião de companheirismo.

O quarto mandamento está inseparavelmente vinculado ao ato da Criação. Além disso, toda a família humana deve sua existência ao divino ato criativo. E toda vez que contemplamos a cruz, o descanso sabático é para nós um símbolo especial de redenção. Quando os israelitas foram libertos da escravidão egípcia, o sábado se tornou também um memorial da libertação (Deut. 5:15). A culpa de nossa desobediência é um fardo insuportável. Durante o sábado, ao olharmos em direção ao passado, ao descanso de Cristo na sepultura, temos o privilégio de aceitar e experimentar o perdão divino. O sábado também é sinal de santidade, porque, nesse dia santo, nós nos colocamos nas mãos de Deus para um propósito especial.

Finalmente, o sábado é sinal de nossa lealdade a Deus e de um companheirismo mais íntimo com Ele. É ainda sinal de que deixamos de confiar em nossas próprias obras, para recebermos a justiça de Cristo.

Pergunta para Reflexão:

É o sábado um fardo, ou um dia em que depositamos nos ombros de Cristo o fardo que nos aflige?

Rubens S. Lessa, A Esperança do terceiro Milênio, pág. 112.

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