Como falar em público com segurança

1 – Princípios Básicos Para Falar em Público

Objetivos Específicos:

• Detalhar os princípios gerais de oratória pública.

• Apresentar detalhes de cada parte do discurso (início, meio e fim).

• Mostrar a introdução do assunto (todos os pontos serão plenamente explorados na palestra 2).

Dicas Básicas

 

Seja Você Mesmo


Essa é a primeira e maior ” dica” de como falar melhor: a naturalidade acima de tudo. Nenhuma técnica poderá ser mais importante que a sua naturalidade. Aprenda, aperfeiçoe, progrida, mas ao falar seja sempre natural.

Pronuncie Bem as Palavras


Pronuncie completamente todas as palavras. Principalmente não omita a pronúncia dos “s” e “r” finais e dos “i” intermediários. Por exemplo, fale primeiro janeiro, terceiro, precisar, trazer, levamos e não janero, tercero, precisá, trazê, levamo. 

Pronunciando todos os sons corretamente, a mensagem será melhor compreendida pelos ouvintes e haverá maior valorização da imagem de quem fala. Faça exercícios para melhorar a dicção lendo qualquer texto com o dedo entre os dentes e procurando falar da forma mais clara possível. 

Fale Com Boa Intensidade


Se falar muito baixo, as pessoas que estiverem distantes não entenderão suas palavras e deixarão de prestar atenção. Também não deverá falar muito alto porque, além de se cansar rapidamente, poderá irritar os ouvintes. 

Fale numa altura adequada para cada ambiente. Nunca deixe, entretanto, de falar com entusiasmo e vibração. Se não demonstrar interesse por aquilo que transmite, não conseguirá também interessar sua platéia.

Fale com Boa Velocidade


Não fale rápido demais. Se sua dicção for deficiente será ainda mais grave, já que dificilmente alguém conseguirá entendê-lo. Também não fale muito lentamente, com pausas prolongadas, para não entediar os ouvintes. Use um aparelho gravador para conhecer melhor a velocidade de sua fala e decidir-se pelo melhor estilo.

Fale com Bom Ritmo


Alterne a altura e a velocidade da fala para construir um ritmo agradável de comunicação. Quem se expressa com velocidade e altura constantes acaba por desinteressar os ouvintes, não pela falta de conteúdo, mas pela maneira “descolorida” como se apresenta. 

Tenha um Vocabulário Adequado


Um bom vocabulário tem de estar isento do excesso de termos pobres e vulgares, como palavrões e gírias. Por outro lado, não se recomenda um vocabulário repleto de palavras difíceis e quase sempre incompreensíveis. 

Evite também o vocabulário específico da sua profissão diante de pessoas não familiarizadas com esse tipo de palavreado. 

Evitando o vocabulário pobre e vulgar, não tendo a preocupação de se expressar com palavras difíceis e reservando o vocabulário profissional apenas para aqueles que atuam dentro da mesma área, você estará desenvolvendo um vocabulário simples, objetivo e suficiente para identificar todas as suas idéias e pensamentos. 

Cuide da Gramática


Um erro gramatical, dependendo da sua gravidade, poderá atrapalhar a apresentação e até mesmo destruir sua imagem. Toda a gramática precisa ser correta, mas principalmente faça uma revisão de concordância e conjugação dos verbos. 

Muitos hesitam na construção das frases porque têm duvidas sobre a concordância a fazer ou o verbo a conjugar. Além disso, aumente suas leituras de livros de bons autores e observe atentamente a construção das suas frases. 

A leitura é uma das melhores fontes de aprendizado. 

2 – Como Preparar e Apresentar suas Palestras


Objetivos Específicos:

• Detalhar os processos de uma apresentação em público.

• Clarificar na mente dos ouvintes o que se deve e principalmente o que não se deve fazer em palestras.

Tenha Postura Correta


Fique sempre bem posicionado. Ao falar procure não colocar as mãos nos bolsos, nas costas, cruzar os braços, nem se debruce sobre a mesa, cadeira ou tribuna. Deixe os braços naturalmente ao longo do corpo ou acima da linha da cintura e gesticule com moderação. O excesso de gesticulação é mais prejudicial que a falta.

Distribua o peso do corpo sobre as duas pernas, evitando o apoio ora sobre uma perna, ora sobre a outra. Essa atitude torna a postura deselegante. Também não fique se movimentando desordenadamente de um lado para outro e quando estiver parado não abra demasiadamente as pernas. 

Só se movimente se pretender se aproximar dos ouvintes, ou dar ênfase a determinada informação. 

Não relaxe a postura do tronco com os ombros caídos. Poderá passar uma imagem negligente, ou de excesso de humildade. Cuidado também para não agir de forma contrária não levantando demasiadamente a cabeça nem mantendo rígida a posição do tórax. 

Poderá passar uma imagem arrogante e prepotente. Deixe o semblante sempre descontraído e, sendo possível, sorridente. Não fale em alegria com a fisionomia fechada nem em tristeza com a face alegre. 

Lembre-se sempre que é preciso existir coerência entre o que falamos e o que demonstramos na fisionomia.

Ao falar olhe para todas as pessoas para Ter certeza de que estão ouvindo e prestando atenção nas suas palavras. Principalmente ao ler, este cuidado tem de ser redobrado, pois existe sempre a tendência de olhar o tempo todo para o texto, esquecendo a presença dos ouvintes. 

Tenha Início, Meio e Fim


Toda fala, seja simples conversa ou numa apresentação para uma grande platéia, precisa Ter início, meio e fim.

O Início


No início procure conquistar os ouvintes desarmando suas resistências e conquistando seu interesse e atenção. Para isso poderá usar algumas das seguintes dicas:

 Conte uma pequena história que tenha estreita relação com o conteúdo da sua mensagem. Histórias normalmente despertam o interesse.

 Elogie sinceramente os ouvintes .

 Use uma frase que provoque impacto.

  Diga que não irá consumir muito tempo.

 Faça uma citação de autor respeitado pelos ouvintes.

 Use um fato bem humorado. Entretanto, evite piadas.

 Levante uma reflexão.

 Demonstre sutilmente que conhece o assunto e possui experiência.

 Aproveite uma circunstância fazendo um comentário sobre alguém presente ou que tenha falado há pouco, ou ainda sobre um acontecimento conhecido dos ouvintes.

No início você não deverá:


 Pedir desculpas por estar com problemas físicos (gripes, resfriados, dor de cabeça, etc.) ou por não estar devidamente preparado para falar·

 Contar piadas·

 Tomar partido sobre assuntos polêmicos·

 Começar com “chavões” ou frases muito usadas. Por exemplo: A união faz a força, uma andorinha só não faz verão, etc.

 Fazer citações de autores muito polêmicos.

 Saiba ainda que o início deverá ser breve, neutro e guardar interdependência com o restante da fala.

Meio


Na primeira parte do meio, prepare o tema a ser abordado:

• Conte numa única frase sobre a matéria que irá abordar. Por exemplo: ” Vou falar sobre o lazer do homem moderno”.

• Em seguida, faça um relato histórico do tema, ou levante um problema para o qual dará solução.

• Finalmente, fale sobre as etapas do assunto que irá desenvolver. Por exemplo: se o tema fosse lazer, as etapas poderiam ser: o lazer no campo, o lazer na praia e o lazer no clube.

Na Segunda parte, desenvolva o assunto principal atendendo ao que foi preparado. 

Se fez um relato histórico, agora fale do presente; se levantou um problema, agora dê a solução; se dividiu o tema, agora cumpra as etapas prometidas. Use comparações, exemplos, estatísticas, testemunho, enfim, tudo que puder para confirmar o conteúdo da sua exposição. 

Se sentir que alguém poderia fazer alguma objeção às suas afirmações, este é o momento de refutá-la.

O Fim


No final, faça uma breve recapitulação. Em apenas uma ou duas frases, faça um resumo do que apresentou. 

Em seguida, para encerrar, use os mesmos recursos sugeridos para iniciar: elogiar o auditório, fazer uma citação, aproveitar uma circunstância, um fato bem-humorado, levantar uma reflexão, etc. Além disso, poderá pedir que ajam de acordo com suas propostas.

Não encerre dizendo “era isso que eu tinha para falar” ou outras formas vazias, sem objetividade.

Fale com Emoção


Fale com entusiasmo, vibre com a sua mensagem, demonstre emoção e interesse nas suas palavras e ações. Assim, terá autoridade para interessar e envolver os seus ouvintes.

3 – Fechamento e Recapitulação


Objetivos Específicos:

• Recapitular os pontos mais importantes das 2 primeiras palestras.

• Fazer com que os pontos altos das palestras sejam internalizados.

• Dar uma finalização descontraída para as palestras.

Se alguém lhe pedir que faça uma palestra em público, qual será a sua reação? 
Se você for como a maioria das pessoas (comigo incluído), entrará simplesmente em pânico! 

E será que possamos melhorar os nossos dotes oratórios? 

Claro que sim! Basta aprender alguns pormenores. 

PRINCÍPIOS


Tal como um locutor ou repórter de rádio, o saber falar em público tem o seu treinamento baseado essencialmente em: 

1. Saber falar com o nariz levemente empinado 

2. Saber colocar a voz. Ou seja, aprender o ritmo adequado à sua expressão, de maneira a soletrar bem as sílabas, nunca comendo as últimas sílabas 

3. Saber colocar bem as “ênfases”, ou seja, travar levemente o ritmo de expressão, puxando a voz um pouco para os ouvidos, para poder acentuar bem alguns pontos dos seus argumentos. 

Em Rádio, chamamos isso de “fraseio” ou “frases de ouro”, as quais se aplicam muito, por exemplo, na feitura de jingles ou spots 

ESCOLHA DO ASSUNTO


Deve escolher bem o assunto, o qual deve ser um tópico sobre o qual você tenha opiniões bem firmes. A única maneira de nos sentirmos à vontade diante de uma platéia, é entender da matéria que vamos apresentar, e, sobretudo, acreditar naquilo que tentamos transmitir. Escolha bem um assunto que interesse diretamente aos seus ouvintes, e adapte a eles a sua mensagem. 

ORGANIZAÇÃO


Organize com lógica os seus argumentos. Mas você precisa de engendrar um ponto de partida (geralmente uma descrição sumária do assunto que vai falar). Depois, um corpo de texto que enumere os pontos principais, e, por fim, um final que resuma toda a sua expressão. 

ENSAIO


Depois de tudo bem planeado, você vai precisar ensaiar a melhor maneira de transmitir o assunto aos seus ouvintes. Se for possível, será melhor ensaiar sozinho em frente a um espelho. 

Procure então visualizar a platéia. “Veja” e “ouça” as reações positivas que irá encontrar. Se tiver a ajuda de um microfone, atire só a voz para o microfone, se não tiver “atire” só a voz para o fundo da sala – como se faz, por exemplo em teatro. 

NATURALIDADE


Se o discurso for muito longo, é quase impossível conseguir que a leitura pareça espontânea. Nos seus apontamentos, reduza ao mínimo as suas anotações. E, mesmo assim, com poucas palavras. 

Tome atenção: quanto menos você recorrer às anotações, tanto melhor comunicará com o seu auditório. Seja natural e faça amizade com o seu público. Dê preferência a termos simples e a frases curtas. 

Além disso, não deixe de olhar para o público e de manter com ele um contato visual. Procure fisionomias simpáticas e não ligue a qualquer expressão do tipo “enjoado”. 

DESLIZES


Haja sempre com naturalidade e segurança. Se por acaso você se aperceber que cometeu algum deslize, não tente emendar. 

Se por acaso se esquecer do que ia dizer a seguir, guarde consigo esse segredo, pois, os outros não o vão saber, a menos que você o diga. Em vez disso, repita o seu último argumento para permitir a si mesmo uma pausa, ou então, siga para outro tópico. 

A sua intervenção deve ter um objetivo forte. Durante todo o tempo concentre-se e não disperse a sua atenção. 

FINALIZAÇÃO


Não espere demasiado tempo para terminar. Acabe antes que o auditório se sature. 

PALAVRAS CURTAS 


Não existe nenhuma lei que diga que se deva usar palavras compridas quando se fala. Existem palavras pequenas que se podem aplicar para exprimir o que se quer dizer. 

Pode ser que a gente leve um pouco mais de tempo para as encontrar, mas quase sempre vale a pena. As palavras curtas são concisas, eficazes, vão diretamente ao assunto. Como uma faca. E têm um encanto muito próprio: dançam, ondulam e cantam. 

Palavras curtas podem encerrar grandes pensamentos e exibi-los para que todos os entendam. Essas palavrinhas movem-se facilmente, enquanto as “grandonas” ficam atoladas. Ou, pior ainda, atrapalham aquilo que queremos dizer. 

Não existe muita coisa que as palavras curtas não consigam exprimir – e bem! 

 

Fonte: Blog Mais Relevante

Sobre Weleson Fernandes

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Escritor & Evangelista da União Central Brasileira

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