“Dá-Me Seus Pés, Por Favor”

 

Introdução:


1. Ler João 13:1-11…
2. Naquela noite, os discípulos estavam tensos, nervosos e muitos preocupados consigo mesmos…
3. O dia fora um dos mais críticos na vida do Senhor.
4. E ali, no Cenáculo, aquela era a última oportunidade que o
Mestre teria para gozar da comunhão de Seus companheiros…
5. Aqueles homens iriam, eventualmente, se responsabilizar em levar a Palavra de Deus ao mundo que a aguardava…
6. O sucesso ou insucesso da mensagem do Evangelho dependeria daquele pequeno grupo de pessoas…
7. Mas o que fizeram eles?…


I. LUCAS DIZ: “SUSCITARAM TAMBÉM ENTRE SI UMA DISCUSSÃO SOBRE QUAL DELES PARECIA SER O MAIOR…” LUC. 22:24.


A. Discutiam abertamente entre si sobre qual seria o mais
importante…
1. Haviam estragado toda a atmosfera…
2. E Jesus olhou para eles, mas não ficou chocado…
a. No entanto, deve ter-Se sentido muito sozinho…
B. Apesar de tudo, Ele amava aqueles doze discípulos…
1. Não deixaria que a mesquinhez, a jactância e o desejo de
proeminência que demonstravam influenciassem Seus
sentimentos…
2. Sabia também da iminente traição de Judas…
a. Mas nenhuma faceta negativa do caráter deles iria desviá-Lo do Seu curso de ação…
b. Ele amou-os até o fim…
c. Amou-os com toda a sua capacidade de amar.
3. Jesus sabia exatamente quem era, de onde viera e para onde iria depois.
a. E naturalmente sabia o que queria que aqueles homens fossem e fizessem.
4. Mas, como poderia comunicar-Se com homens que disputavam entre si a posição mais elevada?


II. PERFEITAMENTE CÔNSCIO DE SUA ELEVADA POSIÇÃO NA GLÓRIA, JESUS ERGUEU-SE DA MESA…


A. Imediatamente conseguiu captar a atenção de todos eles.
1. Ele era o convidado de honra, e somente um servo se ergueria da mesa…
2. A seguir, Ele tirou Seu manto…
3. E antes que se recobrassem do espanto…
a. Ele tomou uma toalha…
b. Cingiu-Se com ela…
c. Pegou uma bacia e derramou água dentro…
4. Os discípulos O contemplavam estupefatos…
B. Depois, Jesus voltou-Se para João, o que se achava mais perto, e disse:
1. “Dá-me Seus pés, por favor!”
2. “Pés? Que susto!…”
a. Entre os judeus, os pés era a parte do corpo menos honrada, mais depreciada…
b. Somente os escravos tocavam os pés de outrem…
c. Quando se sentavam, os pés eram sempre colocados para trás, escondidos…
3. E, novamente, a voz de Jesus se fez ouvir: “Dá-me, Seus pés, por favor!”
a. E João viu aquelas mãos estendidas….
b. Eram as mesmas mãos que haviam curado aleijados
c. Eram as mesmas mãos que haviam acalmado as tempestades…
d. Eram as mesmas mãos que haviam feito os cegos verem…
e. Sim, eram as santas mãos do Eterno Filho de Deus.
4. “O Senhor quer dizer que estas mãos vão tocar meus pés
imundos? Estas mãos benditas?”…
C. Uma espécie de corrente elétrica perpassou todos eles.
1. Um profundo silêncio caiu na sala…
a. Não se ouvia mais a discussão…
2. E enquanto João, relutantemente, estendia os pés, os outros pensam;
a. Lembravam-se da tarefa que alguém deveria ter executado logo que entraram no Cenáculo…
b. Alguém deveria ter providenciado água para lavarem os pés sujos…
c. Mas nenhum deles quisera realizar aquele serviço de escravo, quando estavam tão interessados em grandezas…
3. Agora, o Mestre Se tornara o escravo…
a. “Meus pés, Senhor?”
4. Uma parábola estava sendo encenada…
a. O que realmente estava sujo neles era o coração rixento…
b. Mas os pés espelhavam perfeitamente a situação interior deles.


III. OS PÉS DE JOÃO FORAM LAVADOS, MAS PEDRO FICOU CONTEMPLANDO A CENA, NERVOSO…


A. Então Jesus aproximou-Se de Judas…
1. Ele não iria lavar apenas os pés de João, o discípulo amado…
a. Ajoelhou-Se perante Seu traidor e disse: “Judas, dá-me seus pés, por favor”.
2. E depois, um após outro, aqueles pés imundos foram lavados por Ele…
3. Todos ficaram bem constrangidos…
4. A questão da importância pessoal fora esquecida…
5. A disputa terminara…
B. E o profundo silêncio continuou até o momento em que Ele Se aproximou de Pedro…
1. Naturalmente, Pedro objetou…
a. Era uma atitude típica do apóstolo…
2. “Não, não, não, não.”
a. “Como posso permitir que o Mestre lave meus pés imundos?”
b. “Isto é terrível!”
3. “Mestre, nunca me lavarás os pés!”
4. Mas Jesus respondeu tranqüilamente:
a. “Pedro, você não está compreendendo…
b. “Se Eu não lavar, você não poderá ter comunhão comigo…”
5. “Quê?”
a. “Mas qual é a relação que existe entre uma coisa e outra?”
b. “Por que o Senhor dá tanta importância aos pés e ao fato de os lavar?”
c. “Eu abandonei meu negócio de pesca…”
d. “Eu O segui durante três anos e meio, e agora o Senhor diz que se não lavar meus pés, está tudo acabado?”
6. “Sim, Pedro…”
a. “Somente Eu posso lavar uma consciência culpada”.
b. “Você não pode transmitir aos outros as boas-novas, com os pés sujos…”
c. “Somente o Filho de Deus pode purificar uma vida toda
maculada… “.
d. “Você precisa ser levado”.
7. E então Pedro, o entusiasta, deu uma guinada de cento e oitenta graus…
a. “Senhor, não somente os meus pés, mas também as mãos e a cabeça”.
8. Mas o Mestre replicou:
a. “Não, não, Pedro. Não precisa dizer-Me o que tenho que
lavar…”
b. “Você simplesmente tem que deixar-Me lavar o que quero…”
c. “E da próxima vez, se for a cabeça, lavarei a cabeça…”
d. “Desta vez, porém, o que eu quero são os pés…” e. “E eles
estão bem sujos.”


IV. EXAMINEMOS A LIÇÃO QUE JESUS, O MARAVILHOSO MESTRE, ESTAVA ENCENANDO PARA ELES.


A. Estava-lhes dando além da lição de humildade, uma antevisão do que aconteceria no Calvário…
1. Na realidade, Jesus levantou-Se da mesa dos Céus, ergueu-Se do lugar de honra que ocupava com o Pai e deixou Sua glória… (Filip. 2:5-8).
2. Ele se desvestiu de Suas roupagens…
a. Embora fosse tão cheio de glória, esvaziou-Se totalmente…
3. Na forma de homem, Ele tomou uma toalha e Se tornou um servo, um escravo…
4. Depois, por último, na Cruz do Calvário – não foi água numa bacia, mas água e sangue que fluíram de Seu corpo, quando foi traspassado por uma lança…
5. Foi um preço muito elevado o que Ele pagou, a fim de purificar os meus pés e os seus…
B. E então Ele lavou os doze…
1. Vê como Ele mudou aquela atmosfera completamente?
2. Agora estavam se quebrantando interiormente, e envergonhados de seu orgulho…
3. E a camaradagem que houvera entre eles renasceu, pois agora viam-se uns aos outros como iguais…
4. Todos precisavam ser lavados, os pés de todos estavam sujos…
5. Todos pareciam estar numa mesma situação – precisando da maravilhosa purificação de Jesus…
C. Ele nos vê hoje – irmãos e irmãs que estão tensos, nervosos e muito conscientes de si mesmos…
1. Ele Se ajoelha diante de cada um de nós, sem exceções, e estende as mãos dizendo:
a. “Dá-Me, seus pés por favor!”
2. Sim, Ele quer nossos pés da vida diária…
a. Nós nos sujamos ao caminhar…
b. Andando por aqui e por ali…
c. Encontrando pessoas…
d. Fazendo compras…
e. Enfrentando problemas…
f. Sim, vivendo toda a sorte de experiências…
3. Ele diz: “Se os seus pés não forem purificados pelo Meu Sangue e pela água que jorrou de Meu lado, não será possível qualquer comunhão, qualquer relacionamento entre nós…
a. “Você será apenas um solitário membro de igreja
b. “Se a atmosfera de seu lar e de seu grupo está tensa, dê-Me
seus pés”.

 


Conclusão:

 


1. E dali por diante, aqueles homens que se reuniram no Cenáculo se tornaram irmãos, totalmente dedicados a Jesus…
2. Ele era o centro de tudo…
3. No fim de sua narrativa, Marcos diz: “Tendo cantado um hino, saíram”.
4. Mas isto aconteceu no fim, e não no início da reunião…
5. Será que poderíamos imaginá-los cantando quando entraram no cenáculo, discutindo entre si?
6. Suponhamos que alguém dissesse: “Vamos cantar um hino
que fale sobre o amor”.
7. Dificilmente poderiam ter conversado, quanto mais cantado…
8. Mas agora não…
9. Algo maravilhoso acontecera…
10. O amor do Senhor derrubara as barreiras…
11. Já estavam pronunciando palavras de amor, e portanto podiam cantar hinos, que falam de amor…
12. Que transformação maravilhosa!…
13. Jesus quer operar a mesma transformação no meu e no seu coração…
14. Permita que Ele o purifique com o Seu precioso sangue…

 

 

Veja aqui a lista de todos os SERMÕES PARA OCASIÕES ESPECIAIS.

 

 

 

Sobre Weleson Fernandes

Weleson Fernandes
Escritor & Evangelista da União Central Brasileira

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