Palavras, Palavras Apenas

Vamos começar bem, lendo no Salmo 45:1: “De boas palavras transborda o meu coração”. Nada é melhor do que iniciar com boas palavras, porque aqui está o segredo de todos os bons relacionamentos, entre homens e Deus.

O Salmo 45 ilustra a idéia que é freqüentemente empregada nas Escrituras, a saber, que a relação do matrimônio humano é uma alegoria da relação de aliança entre Deus e Seu povo.

A mesma idéia básica é transportada para o Novo Testamento onde a Igreja é descrita como a Noiva de Cristo.

Este é um salmo Messiânico, mas primeiramente descreve o casamento de um rei com uma rainha. Podemos facilmente ver aqui o nosso Senhor Jesus Cristo e a Sua Igreja.

O salmista que foi um dos filhos de Corá, conforme o título, tem o coração transbordante de boas palavras, para dizer ao Rei Messias, e no v. 2, ele diz que o Rei tem os lábios extravasando graça, porque as suas palavras são também graciosas.

Como são as palavras do salmista? Boas palavras. Como são as palavras de Cristo? Palavras graciosas. Como são as nossas palavras? Como usamos as palavras em nossa casa, em nosso lar? Para os nossos filhos, para o nosso cônjuge? Para os nossos queridos familiares?

Todos os que têm um lar, devem falar boas palavras para os seus familiares, a fim de promover a sua própria felicidade e a deles. Todos os que não têm um lar, devem falar boas palavras aos outros, se querem ter uma família, e promover sua felicidade. Todos os que querem se casar, devem estar transbordando de boas palavras.

1 – Faltam Boas Palavras

Qual é o grande problema de muitas moças na igreja? Dizem que é a falta de rapazes; eu digo que é a falta de palavras, de boas palavras, palavras escolhidas, palavras elogiosas, palavras simpáticas, palavras amáveis. Palavras que comovem o coração de qualquer moço.

O que ouvimos, muitas vezes, entre os jovens que tem a pretensão de se casar? Palavras más, palavras de deboche, palavras de humilhação, de ridículo, de desprezo. De como o seu vestido é esdrúxulo, de como o seu penteado está esquisito, de como ela está gorda, ou de como digita mal e não sabe nada de computador, ou coisa que o valha.

Mas o que ouvimos, entre os casais? Um casal idoso celebrava o aniversário de casamento. Já haviam chegado os convidados, e na cozinha, a esposa com a filha ultimavam os preparativos da festa.

– Você sabe há quantos anos estou casada? perguntou a mãe para a filha. Antes que ela respondesse, um netinho de 5 anos que ali estava, apressou-se em dizer:
– Eu sei, vovó; são 40 anos.
– Mas como você sabe disso?
E o garoto com ar malicioso, disse:
– É que lá na sala, o vovô está dizendo aos convidados: “Há 40 anos que suporto esta mulher”.

Faltam boas palavras no lar, palavras de respeito, de consideração, palavras de elogio, palavras que ajudem a elevar a auto-estima das pessoas que estão ao nosso redor. Palavras cordatas – concorde com as pessoas; estude o seu ponto de vista, antes de discordar.

2 – Palavras Bem Escolhidas são Salvadoras.

Uma mulher bem vestida, de 45 anos de idade, precariamente equilibrada no alto de uma ponte, ameaçava suicidar-se. Em pouco tempo, mais de uma centena de pessoas, além de um policial, aglomeravam-se nas proximidades. Durante 20 minutos, carregados de tensão, o policial e a multidão tentaram lhe impor uma idéia: ”Não salte!”

Mas a mulher gritava que o marido a abandonara, os filhos já não a respeitavam e nada lhe restava. Estava a ponto de atirar-se, quando o policial afastou a multidão e, com a mão em concha nos lábios, gritou:

– Se a senhora quer pular, pule! Mas vai cair numa água suja e imunda, lá embaixo!

Imediatamente a mulher recuou, caindo para trás, nos braços estendidos do policial. Palavras bem escolhidas, que apelaram para o sentimento de limpeza, superaram o seu desejo de suicidar-se, e salvaram aquela vacilante mulher.

3 – Palavras que Satisfazem o Desejo de Consideração

Não use palavras que violam o desejo de consideração, porque elas podem estimular grandes conflitos emocionais. O desejo de ser bem considerado é um dos mais fortes apelos emocionais em nossa natureza humana.

Temos que atender a este apelo, inerente a todos, e procurar inteligentemente proferir apenas as palavras que atendem ao desejo faminto de ser aprovado e considerado. Evite cicatrizes emocionais.

À noite, o Sr. Clayton e a Sra. Laura estão sentados na sala de estar.
– Veja que notícia engraçada esta aqui no jornal – diz o Sr. Clayton – uma mulherzinha de menos de 1,60 m de altura, espanca o marido, um lutador que pesa mais de 80 quilos!

– Ele deve ter merecido a surra… – comenta a Sra. Laura, erguendo os olhos do livro. Que fez ele?

– Escondeu uma ‘caixa de meias de mulher’ na gaveta de suas camisas. A sua mulher achou, e tratou de acusá-lo de andar às voltas com outras mulheres.

E que disse ele?
– Disse que comprara as meias para ela, para o dia de seu aniversário, respondeu rindo o Sr. Clayton. O aniversário dela é no mês que vem; por isso ela não acreditou…

– Você acreditaria? , perguntou a Sra. Laura.
– Claro! Talvez o homem tivesse receio de esquecer o aniversário dela.

O Sr. Clayton riu novamente:
– Decerto a mulher dele não é igual à minha!…
– Que quer dizer com isso?

– Você não me deixa esquecer, meu bem! Começa a me lembrar de seu aniversário 6 semanas antes, e continua até o último momento!
– Você tem coragem de dizer uma coisa dessas! (comenta a Sra. Laura asperamente ).

– Coragem? Mas é a pura verdade, meu bem!
– Não me chame de “meu bem”! – replica ela de mau humor. Acho que é muito justo que eu economize e aperte a bolsa durante seis meses, para comprar-lhe um presente de aniversário… E, se não lhe lembrar o meu dia, jamais ganharei um presente de você. E você sabe disso!

– Mas…
– Não negue! Antes de nos casarmos, você inventava pretextos para me dar presentes!
– Bem… as coisas agora não são exatamente como quando éramos solteiros…(retorquiu o marido).
– Pois eu bem desejaria que fossem! Hoje eu me sinto uma prisioneira!
– Quer dizer que eu a desiludi?
– Exatamente! Mamãe sempre me dizia que você não valia grande coisa…
– Não meta sua mãe nisso! (diz ele com um suspiro que deixa perceber uma irritação cada vez maior). Você está cansada de saber que ela não gosta de mim.

– E por que haveria de gostar? Você a insultou em frente dos amigos, dizendo que ela é gorda demais para usar brincos pequenos!
– Insultei? Ora eu apenas… (O Sr. Clayton levanta-se, dá as costas à mulher e comprime os lábios). Pensei que já tivéssemos resolvido esse caso! Mas você insiste em falar no assunto, sempre que pode! Não há razão nenhuma para você agir como … como uma bruxa!

– Bruxa! (os olhos da Sra. Laura desprendiam faíscas ).
– Isso mesmo! Conto-lhe o caso de uma mulherzinha que dá uma surra no marido lutador, e você torce tudo, com vontade de brigar!
– Eu é que torci tudo…

E a luta se torna cada vez mais feroz! 

Não use palavras críticas, porque se você usar a crítica, a pessoa vai usar a defesa; e quando uma pessoa critica e a outra se defende, os 2 brigam.

Se você quiser vencer as pessoas, use boas palavras. Palavras de aprovação, não de reprovação.

Emerson dizia: “Homem nenhum tem uma propriedade tão grande e tão firme que não possa ser abalada com algumas palavras”. Palavras irrefletidas, muitas vezes, podem abalar o ânimo e a coragem do mais forte.

Os esposos devem se precaver contra as palavras ofensivas, impensadas, descorteses, que abatem o anseio de ser bem considerado e aprovado. Vamos repetir: Não use palavras que violam o desejo de consideração, porque elas podem estimular grandes conflitos emocionais. Tais conflitos costumam se manifestar por súbitos acessos de raiva, teimosia inesperada, aversão ou violência física.

Entre marido e mulher, palavras impensadas, irrefletidas, podem facilmente estragar as relações conjugais.

Um homem, certa vez, recusou uma relação sexual com a esposa, e ela perguntou :
– Por quê? Ele, lembrando-lhe suas palavras, disse:
– Ora, eu quero um pouco mais de cortesia!

Francisco e Teresa estavam casados havia três anos. Teresa continuara trabalhando por dois anos, mas Francisco quis que ela praticasse no seu único ponto fraco: a direção da casa.

Embora sentisse falta de seu emprego, resolveu deixar de lado o egoísmo, e atender o marido, que era contador. E mesmo sem gostar das atividades do lar, freqüentou aulas de economia domésticas, colecionou receitas e fez enormes progressos em muitos dos trabalhos de uma dona de casa. De todos, orgulhava-se especialmente de sua habilidade “natural” na cozinha.

Uma noite, Francisco chega a sua casa, depois de um aborrecimento com um cliente. Teresa, muito linda e elegante em seu avental, recebe o marido com um sorriso e um beijo.

“– Deixe de lado os aborrecimentos, meu bem, (avisa ela). Temos hoje seu prato extra especial para o jantar: um “cozido à irlandesa”, feito de acordo com uma receita minha!

Os olhos de Francisco brilharam.
– Puxa, que bom! Cozido à irlandesa é mesmo meu prato favorito, e você não se esqueceu disso!
Pouco depois, ele aspira o aroma do cozido, enquanto a esposa o serve. Sentada em frente dele, Teresa o observa, quando ele come a primeira garfada.

– E então, meu bem? pergunta ansiosa. Que tal o cozido?
Ele mastiga pensativo, por alguns instantes e diz:
– Está muito bom, Teresa… mas não tão bom como o que a minha mãe fazia!

Pronto! Teresa explode. Começa a briga… que continua…e continua… e continua. Naquela noite, dormem de costas um para o outro. Durante quatro dias não se falam.

Na segunda-feira, Francisco telefona para casa ao meio dia. Pede desculpas.
– A culpa foi minha, Teresa. Sinto muito pelo que houve. Nunca deveria ter dito o que disse!
A mulher aceitou as desculpas, mas ele continuou:
– Teresa, vamos jantar fora hoje. Vamos fazer algo diferente. Que tal encontrar-se comigo às 6:00 hs, no restaurante Royal? A comida lá é boa e variada. Que me diz?

– Bem, querido, é uma ótima idéia. Será uma delícia não ter que fazer compras, nem preparar o jantar – diz ela muito animada.
Às 6:05, os dois estão sentados à mesa. Um garçom impecavelmente vestido os atende. Francisco examina cuidadosamente o cardápio, enquanto Teresa se aconchega a ele. Ela pede “filé mignon”. Diante da grande variedade de pratos, o que pensam que ele escolheu? Acertaram: “cozido à irlandesa”!

O garçom traz os pedidos e destampa a caçarola do cozido.
Francisco aspira com exuberância. – Hum… diz ele, enquanto Teresa observa desconfiada.

– E então, Francisco, que tal o cozido? pergunta ela finalmente!
– Delicioso! disse ele. Igualzinho ao que minha mãe fazia!
Agora foi demais! Teresa levantou-se de um salto; resmungou algumas palavras de indignação… jogou o guardanapo em cima da mesa… e saiu do restaurante.

4 – Não Use Palavras que vão Ridicularizar o seu Cônjuge.

Pense na fúria da esposa que comprou um chapéu novo para agradar ao marido que está tão preocupado com o seu jornal que nem nota a novidade. Quando ela pergunta: “– Que tal?”, ele responde: “– Meu bem, esse chapéu talvez ficasse bem numa mula de cabeça quadrada… mas em você!!!”

Seu cônjuge precisa ser apreciado, precisa de boas palavras, precisa de elogios aos seus trabalhos, à sua voz, sua aparência, atitudes e atos. Seja pródigo nos elogios, mas seja sincero.

Um elogio antecipado faz que a pessoa deseje provar que o merecia.
Procure o lado bom do seu cônjuge. Disse Berton Braley: “Se você acha que uma pessoa merece elogios, faça-os agora… porque ela não poderá ler a pedra de sua sepultura”. (Seja Sincero nos Elogios, pág. 176).

5 – Diga coisas que ele(a) deseja ouvir; diga palavras agradáveis.

Para tanto, é preciso observar um pouco as tendências, os gostos, as ações e reações do seu companheiro. Se fizer isso, saberá quais são as suas preferências, saberá que palavras lhe serão agradáveis, palavras que promovem a felicidade de quem ouve e de quem fala.

Disse o apóstolo Paulo em Col 4:6: “A vossa palavra seja sempre com graça, temperada com sal, para saberdes como deveis responder a cada um.”

Não se esqueça de usar as 3 PALAVRAS DE OURO.

A 1ª é: DESCULPE-ME!
Nós somos humanos, todos erramos em palavras, e se não fosse assim, já seríamos perfeitos, e somos mal julgados, odiados e condenados. Mas se dissermos: “Desculpe-me!”, quando erramos, nós estaremos abrindo as portas da comunicação e, revelando humildade, podemos ganhar novamente a confiança dos nossos queridos.

Se você errou, reconheça o erro imediatamente, e diga ao seu cônjuge: “Desculpe-me!”.

A 2ª. palavra de ouro é: OBRIGADO!
Temos que ser agradecidos pelos favores que o nosso cônjuge faz, temos que manifestar um reconhecimento entusiástico e proferirmos palavras adequadas, enfatizando o nosso “muito obrigado!”

Isso transmitirá mais satisfação e alegria! Haverá uma transformação no rosto de quem nos está servindo, e uma vontade redobrada de continuar servindo.

Em geral as pessoas são muito mal agradecidas; pensam os filhos que os pais têm a simples obrigação de lhes atender às necessidades, e não avaliam os sacrifícios feitos.

Igualmente, marido e mulher, se esquecem de demonstrar sincero e entusiástico reconhecimento, e não sabem que isso ofende ao companheiro, que, por vezes, se sente triste, simplesmente porque fez um grande sacrifício para agradar ao seu querido, mas ele não soube avaliar e nem lhe disse “muito obrigado!”

Que pena! A ingratidão dói mesmo. Não se esqueça de dizer palavras de agradecimento: “Muito obrigado!”

A 3ª palavra de ouro é: EU TE AMO!
Muitas senhoras depois dos 15 ou 20 anos de casadas, batem à porta de um médico, apresentando distúrbios psíquicos, às vezes distúrbios orgânicos, ou problemas no aparelho digestivo. Os médicos dão os remédios, mas os males permanecem.

Quando uma jovem se casa, ela o faz tangida pelo amor; ela é carinhosa, afetuosa; mas, à medida que os anos vão passando, o esposo, absorvido pelos seus trabalhos, vai a pouco e pouco, se esquecendo de dar à esposa aquelas palavras e atenções que marcaram os seus primeiros anos de casados, ou do tempo de noivado. E a vida se torna rotineira, e, às vezes, muito materializada no lar.

E a esposa sofre, a esposa sente a indiferença do esposo, e isso provoca os problemas de natureza psíquica e orgânica.

Certa vez, um médico chamou a um esposo e lhe disse:
– O problema digestivo que sofre a sua esposa, é uma resultante da falta de afeto no lar. O Sr. precisa dizer mais à sua esposa que o senhor a ama.

Ele respondeu:
– Não, eu não preciso dizer; ela sabe que eu a amo.

O médico perguntou:
– Há quanto tempo o senhor não diz à sua esposa que a ama?
Ele disse:
– Bem, talvez uns 12 a 15 anos.

Se você deseja evitar gastos com médicos, e com hospitais e com remédios, diga ao seu cônjuge, diga freqüentemente a ela que você a ama. Ela precisa dessa segurança emocional.

Um casal festejava 65 anos de experiência conjugal, marcada por venturas e alegrias espontâneas, permanentes. E um jornalista se acercou do esposo já envelhecido pelos anos, com seus cabelos brancos, poucos cabelos, já bem enrugado, e perguntou-lhe o segredo de sua experiência feliz, com sua esposa também já idosa, enfraquecida pela passagem dos anos. E ele disse ao jornalista:

“Eu não tenho nenhum segredo especial, (disse o velho esposo que celebrava 65 anos de venturosa experiência conjugal). Mas moço, eu tive um infância pobre e atribulada, uma adolescência marcada por sucessivas crises econômicas, e quando chegou o período em que eu podia me casar, escolhi a Antonieta, a moça de meus sonhos.”

“No dia do casamento, quando terminou a festa, meu sogro me chamou a um canto, me deu abraço e um pequeno pacote, me desejou felicidades; e curioso abri o pacote. No pacote havia um relógio, um relógio de bolso, mas o relógio de bolso não tinha o mostrador aberto, eu tinha que pressionar uma mola, e então a tampa se abria, e por cima estava escrito: ‘Diga uma palavra amável à Antonieta.’ ”

E ele disse: “Passaram-se os anos e toda vez que abro o meu relógio”, e ele mostrou o relógio ao jornalista, “e aperto essa pequena mola, a minha preocupação é ver as horas, mas ali encontro a inscrição: ‘Diga uma palavra amável à Antonieta’.

E eu trato, logo, de cumprir o pedido de meu sogro: Sempre procurei dizer à Antonieta palavras doces, palavras amáveis, palavras ternas, e a nossa existência tem sido marcada por venturas e encantos mil.”

Palavras, palavras apenas, e veja quanta diferença!

Autor: Pr. Roberto Biagini

Sobre Weleson Fernandes

Escritor & Evangelista da União Central Brasileira

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