12 – A EXPERIÊNCIA DA SANTIFICAÇÃO

O que estudamos na lição 11 sobre santificação talvez não seja muito familiar para nossa mente. Mas nesta lição, examinaremos o segundo aspecto da santificação que conhecemos melhor. Na maioria das vezes pensamos na santificação como o processo crescente em que andamos com Cristo diariamente depois de termos sido convertidos. Vamos estudar exatamente esse aspecto tão familiar para nós. 

Qual é a vontade de Deus para nós? 

 

“FINALMENTE, irmãos, vos rogamos e exortamos no Senhor Jesus, que assim como recebestes de nós, de que maneira convém andar e agradar a Deus, assim andai, para que possais progredir cada vez mais. …Porque esta é a vontade de Deus, a vossa santificação.”

1 Tessalonicenses 4:1,3 

(A) _____ A santificação é uma experiência que ocorre uma vez.

(B) _____ A santificação é uma experiência crescente. 

(C) _____ Paulo não estava interessado em santificação. 

Paulo estava profundamente preocupado para que os membros das igrejas que ele havia estabelecido não permanecessem apenas no estágio inicial do cristianismo, mas crescessem e desenvolvessem um caráter cristão forte. 

Esse é o aspecto da caminhada diária da santificação. A santificação é uma experiência crescente, na qual entendemos mais e mais da vontade de Deus, e nosso caráter cresce correspondentemente. 

Como crescemos? 

“Mas todos nós, com rosto descoberto, refletindo como um espelho a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor.” 2 Coríntios 3:18 

(A) _____ Crescemos nos esforçando mais. 

(B) _____ A mudança é muito difícil. 

(C) _____ Tornamo-nos como Jesus ao contemplá-Lo. 

Ao passarmos tempo com Deus, vemos cada vez mais Sua glória e nos tornamos mais e mais como Ele em caráter. Nossa vida reflete mais Sua santidade ao passarmos mais tempo em Sua presença. 

A santificação não é esforçar-se mais e mais para ser justo. É passar um tempo de qualidade com Jesus através do estudo da Bíblia, oração e cuidadosa meditação, para permitir que Jesus nos transforme à Sua semelhança. 

A santificação é permitir que o Espírito Santo continue assumindo o controle total de nossas vidas e escolhas, para que Ele possa realizar o milagre da vida santa em nós todos os dias. 

Onde anteriormente nossa vontade egocêntrica fazia escolhas egoístas e pecaminosas, agora nossa vontade faz escolhas altruístas e obedientes. 

“Nossa vida pode ser perfeita em cada fase de desenvolvimento; contudo haverá progresso contínuo, se o propósito de Deus se cumprir em nós.” (Parábolas de Jesus, p.27.4) 

“Santificação é um estado de santidade, exterior e interior, sendo santo e sem reservas pertencendo ao Senhor, não na forma, mas de verdade.” (Nossa Alta Vocação, p. 210.6) 

É importante notar que não crescemos rumo à santificação, crescemos em santificação. A partir desse estado santificado em que Deus nos coloca na conversão, avançamos continuamente em maturidade. Enquanto não permitirmos que o pecado nos separe de Deus, continuamos a crescer em santidade. 

Qual era a experiência diária de Paulo? 

“Cada dia morro.” 1 Coríntios 15:31 “

A santificação de Paulo era um constante conflito com o eu. Disse ele: “Cada dia morro.” 1 Coríntios 15:31. Sua vontade e seus desejos todo o dia conflitavam com o dever e a vontade de Deus. 

Em vez de seguir a inclinação, ele cumpria a vontade de Deus, embora desagradável e torturante à sua natureza.” (Testemunhos Para a Igreja, vol. 4, p. 299.2) 

A natureza caída não desaparece na conversão. E a experiência da santificação é exatamente levar essa natureza, com seus desejos e inclinações egoístas, até a morte todos os dias. 

Talvez seja importante lembrar-nos de que os desejos e inclinações naturais são tentações, não pecados, mesmo embora eles permaneçam conosco desde o nascimento até a morte. 

Em resumo estar salvo quer dizer – morrer diariamente para nossos desejos e inclinações naturais. Aí sim teremos a garantia da salvação, mesmo que a teologia de tudo isso não seja totalmente entendida. 

Todos os dias nossa natureza egoísta deve ser crucificada em um novo compromisso com o Senhor. Desobediência e atos egoístas nunca fazem parte da santificação, e eles devem ser rejeitados diariamente, a fim de manter a experiência da santificação. 

Como podemos viver a vida santificada? 

 

“Já estou crucificado com Cristo; todavia vivo; ainda não eu, mas Cristo vive em mim: e a vida que vivo agora na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus, que me amou, e se entregou por mim.”

Gálatas 2:20 

(A) _____ Santificação é Cristo vivendo em mim. 

(B) _____ A santificação é a crucificação da antiga natureza. 

(C) _____ Santificação é metade minha obra e metade obra de Cristo. 

Duas respostas corretas É absolutamente crítico que entendamos que a santificação não é feita das nossas boas obras ou parcialmente nossas boas obras combinadas com a graça de Deus. Santificação é obra de Deus do começo ao fim. 

É Sua graça, Seu poder, Sua justiça, tudo transmitido ao discípulo que está disposto. Nossa parte é colocar nossa vontade do lado de Deus e fazer tudo que coopere e permita que Sua graça continue fluindo através de nós. 

Qual é o segredo do sucesso? 

“Aos quais Deus quis fazer conhecer quais são as riquezas da glória deste mistério entre os gentios, que é Cristo em vós, esperança da glória.” Colossenses 1:27 

Verdadeiro _____ Falso _____

Cristo habitando em nós é nossa única esperança de sucesso. 

A única maneira de experimentarmos a verdadeira santificação é pedir a Cristo que Ele viva dentro de nós através do Espírito Santo todos os dias de nossas vidas. 

Isso é chamado de mistério porque pouquíssimas pessoas no mundo, mesmo entre os cristãos, experimentam essa riqueza diariamente. Não podemos explicar como funciona, mas podemos experimentar o que significa, e fará toda a diferença entre vitória e derrota em nossas vidas. 

 

Conclusão 

 

Assim como há duas partes na justificação – somos declarados perdoados e somos transformados – há duas partes na santificação – somos declarados santos e crescemos em santidade. 

A primeira parte é sermos declarados; a segunda parte é experimentar. É incorreto dizer que justificação é a parte mais importante da salvação porque é quando Deus me declara justo, enquanto a santificação é secundária, porque isso agora é comigo, minha função. 

Na justificação, nossa parte é crer em Deus, escolher servi-Lo, render tudo sob Seu controle e confessar nossos pecados. É parte de Deus nos perdoar, considerar-nos justos, para nos purificar das vestes imundas que temos acumulados ao longo dos anos e criar uma nova pessoa com diferentes valores e desejos que aquele “velho homem” possuía. 

Na santificação, nossa parte é optar por obedecer aos mandamentos de Deus, entregar nossa natureza caída enfraquecida a Ele diariamente, e realizar, fazer aquilo que o mesmo Deus torna possível fazermos em nossas vidas. 

É parte de Deus considerar-nos santos, habitar constantemente dentro de nós, capacitar nossa vontade para realizar aquilo que decidimos, escolhemos, e nos dar a capacidade e força para obedecê-Lo em todas as áreas em que Ele requer obediência. 

O que Deus ordena, Ele sempre capacita. Em resumo a Santificação é somente pela fé, da mesma forma que a justificação, não pela fé mais as obras. Tornou-se bastante popular dizer que a santificação é um fruto do evangelho. 

Em outras palavras, que fomos salvos apenas pela justificação, e a santificação é o fruto ou resultado de termos sido salvos. Uma vez que nossa salvação foi realizada “primeiro”, então o processo de santificação continua pelo resto de nossas vidas. 

Porém, essa crença não está de acordo com 2 Tessalonicenses 2:13: 

 

“Por Deus vos ter elegido desde o princípio para a salvação, em santificação do Espírito, e fé da verdade.” 

Aqui nem sequer foi mencionado sobre ser salvo pela justificação. Santificação e fé são os dois pré-requisitos para a salvação. Nós somos salvos através da santificação. 

Quão trágico é que a morte expiatória de Cristo e o trabalho do Espírito Santo tenham sido divididos, de modo que (como alguns afirmam) somos justificados pela obra de Cristo e santificados pela obra do Espírito Santo. A justificação não é de forma alguma, mais essencial que a santificação. 

A santificação é uma parte vital do processo de salvação. É um fator causador da salvação, não apenas um resultado da salvação. Se (como alguns afirmam) a santificação é apenas um fruto do evangelho, então não é essencial para a salvação. 

É bom ter, e virá eventualmente, mas não é necessário para que sejamos salvos. Simplificando, alguns acreditam que a justificação salva, mas a santificação não. 

Mas se santificação é uma parte do processo de salvação e não um fruto do processo de salvação, a santidade é essencial para a salvação e para um relacionamento salvador com Deus. Morrer diariamente para si mesmo não é um fruto esperado da salvação; é uma parte necessária da salvação. 

Não vem apenas mais tarde. Sem santidade, não veremos a Deus. Santificação é ser declarado santo e ser de fato santo (experimentar). Se não estamos vivendo uma vida santificada, não estamos salvos. 

Se pensarmos que a santificação é apenas um fruto da salvação é a mesma coisa que dizer que é apenas um acessório. Podemos ser salvos sem ter esse acessório, sem experimentar a santificação de maneira completa. 

Mas a palavra de Deus nos diz que a santificação é uma parte necessária do processo de salvação. Justificação e santificação estão unidas nesse processo. Separa-los e tornar uma parte mais importante é violentar o evangelho de Cristo. 

O falso evangelho de que a santificação vem depois da justificação leva as pessoas a concluírem que algum pecado seja normal, permitido na experiência de quem foi salvo. Mas a bíblia ensina que o pecado nos separa de Deus (Isaías 59: 2). 

Quando o pecado é acalentado, Satanás assume o controle do coração, e o Espírito de Deus é expulso. 

Como poderíamos de fato pensar que estamos numa condição de salvos enquanto pecamos? 

Auto ilusão e racionalização são componentes principais das tentativas de Satanás de nos enganar à uma falsa sensação de segurança. Somente quando nossos pecados são confessados podemos ser aceitos por Deus. 

Alguns acham que esse é um entendimento muito desanimador do evangelho, pois nos encontramos em pecado com tanta frequência. Estudaremos isso com mais detalhes nas lições finais desse estudo. Eu recomendaria a seguinte sugestão prática sobre nosso envolvimento pessoal nesse processo de justificação-santificação. 

“Cumpre-lhe sujeitar sua vontade à vontade de Jesus Cristo; e, quando assim fizer, Deus tomará imediatamente posse, efetuando “em vós tanto o querer como o realizar, segundo a Sua boa vontade.” Filipenses 2:13. 

Toda a sua natureza será então submetida ao domínio do Espírito de Cristo; e os seus próprios pensamentos a Ele estarão sujeitos. Você não pode controlar seus impulsos e suas emoções segundo desejar, mas pode dominar a vontade e realizar uma total mudança em sua vida. Entregando a Cristo o seu querer, sua vida estará escondida nEle em Deus, e aliada ao poder que se acha acima de todos os principados e potestades.” (Testemunhos Para a Igreja, vol. 5, p. 514) 

Mesmo que as distinções teológicas possam parecer difíceis de compreender, nós podemos fazer o seguinte: podemos ceder a vontade a Jesus, podemos permitir que Ele tome plena posse de nossas vidas, podemos permitir que Ele faça a Sua boa obra em nós. 

Somente assim teremos poder sobre nossa natureza decaída e sobre Satanás. Se tão somente entregarmos a vontade diariamente a Jesus, teremos poder além da explicação, e não teremos que confiar em um falso evangelho para nos dar falsas garantias de salvação. O caminho de Deus é sempre melhor do que o do ser humano. 

Que o evangelho de Abraão e Jesus e Paulo seja o nosso evangelho hoje. Amém

 


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Sobre Weleson Fernandes

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Escritor & Evangelista da União Central Brasileira

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